Em uma entrevista para a revista V Magazine, Franco não só disse que quer gravar um filme com Lana, como também choveu elogios para a cantora.
“Ela tem planos para um filme. Eu quero fazer porque é parecido com ‘Crepúsculo dos Deuses’. Uma mulher está sozinha num casarão em L.A. Ela não quer sair. Ela começa a enlouquecer e começa a ficar paranoica porque ela sente que estão observando-a, até em sua própria casa. É como se fosse um filme B que vive na mente de Lana. É sobre ela, mas não é sobre ela. Igual sua música“, disse James.
O ator também afirmou que a cantora não é nada do que as letras das músicas dela dizem, mas ainda assim não há como negar que Lana é misteriosa. “Ela não é desse mundo. Eu quis entrevistá-la para um livro e ela disse ‘Escreva sobre mim, é melhor se não for com as minhas palavras. É quase melhor se você não me conhecer, mas tentar‘“, disse ele.
Na edição - que tem várias fotos dos dois, tiradas pela irmã dela (Chuck Grant) - ele escreveu um poema sobre a cantora. Confira:
"Este é um poema sobre Lana Del Rey.
Este é um ensaio sobre Lana Del Rey.
Lana se tornou minha amiga. Ela é uma musicista e artista videográfica.
Ela cresceu na Costa Leste, mas é uma artista da Costa Oeste.
Quando eu escuto suas músicas, quando assisto suas performances, eu me lembro de tudo o que amo sobre Los Angeles. Eu sou arrastado para uma galeria cheia das estatuetas que cultuam Los Angeles, das pessoas que cultuam a cidade, acordadas a noite toda como vampiros e motoqueiros.
A única diferença entre Lana e eu é sua voz assombrosa. Aquilo carrega tudo. A voz é o eixo central em torno do qual todo o resto se estende.
Meu eixo, como sua voz é para ela, é minha atuação. Tirando isso, eu faço todo o resto.
Eu não gosto de vampiros e motoqueiros na minha vida, mas eu gosto deles na minha arte.
Lana vive em sua arte e, quando ela desce ao mundo para entrevistas, fica tudo uma bagunça, porque ela não é feita para essa Terra. Ela é feita para viver no mundo que ela cria. Ela é aquela que foi tão desapontada pela vida, que ela precisou criar seu próprio mundo. Apenas deixe-a viver nele.
Eu sou um artista e ela é uma artista.
O negócio sobre cantoras, especialmente aquelas que escrevem suas próprias letras, é que todo mundo lê as músicas através da pessoa. Um ator é às vezes alinhado aos seus papeis, mas uma cantora é perguntada sobre suas letras como se elas fossem declarações diretas de seus pensamentos e sentimentos verdadeiros.
Às vezes Lana não sabe o que dizer em entrevistas, então ela brinca com a ideia de que suas músicas são ela, e não criações feitas por ela.
Lana passa muito tempo sozinha porque todo mundo quer invadir um pouco.
Ela tem essa ideia para um filme. Eu quero fazê-lo porque é um pouco como “Crepúsculo dos deuses” (“Sunset Boulevard”, 1950). Uma mulher está sozinha em uma mansão em Los Angeles. Ela não quer sair. Ela começa a enlouquecer, e fica paranoica porque ela sente que as pessoas estão a observando. Até em sua própria casa. É como um ótimo filme alternativo que vive na cabeça de Lana. É sobre ela, e não é sobre ela. Assim como sua música.
Eu queria entrevistar Lana para um livro e ela disse: “Apenas escreva sobre mim, e melhor se não forem minhas próprias palavras. É quase melhor que você não me entenda exatamente, mas tente”.
EOnline! e VMagazine




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